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   Mateus 25.14-30   

Parábola dos TALENTOS

A GRAÇA DO SR. JESUS CRISTO, O AMOR DE DEUS O PAI E A COMUNHÃO DO E.S. SEJAM COM TODOS VOCÊS. Amém.

       Um agricultor, quando semeia arroz, ele espera que um dia possa levar para casa uma grande colheita. E, um grande fazendeiro, que possui muitas propriedades, não pode semear tudo sozinho! Ele entrega as SEMENTES e todo o MATERIAL necessário para diversos trabalhadores diferentes, e também CONFIA que eles façam todo o serviço certinho. Ele espera que na época da colheita, possa ver os bons resultados.

       Jesus é o Senhor e proprietário de todo o mundo. Ele entregou boas sementes a todos nós, que somos os seus trabalhadores (administradores). Será que é tão difícil compreender o que ele espera de nós? - Ele espera que trabalhemos bem com estas sementes! Ele espera que sejamos servos fiéis e zelosos; ele espera que no final, entreguemos a ele a colheita.

       Sobre isso ele mesmo nos fala na Parábola dos Talentos. Vamos pensar primeiro sobre as SEMENTES ou os TALENTOS que ele nos confiou, e depois vamos refletir sobre como administramos estas sementes.

       Na parábola, o patrão confiou aos seus servos os seus bens. É por isso que, ao falar dos "talentos", não devemos só pensar só em uma ou outra dádiva de Deus (!); mas somos convidados a pensar em tudo o que Deus nos deu, em TODAS AS DÁDIVAS! - E quais são estas dádivas?! - A TERRA, a FAMÍLIA, os DONS e a CRIATIVIDADE que cada um recebeu: nossa força física, saúde, inteligência... a nossa própria EXISTÊNCIA (!), a capacidade de calcular / inventar / organizar... capacidade de ENSINAR... de FALAR e de OUVIR, bem como o dom de CONSOLAR e de AMAR. Também não vamos nos esquecer de incluir entre os talentos o TEMPO que Deus nos deu e que deve ser bem administrado... - E ainda não chegamos no final de nossa lista! Os mais preciosos dons de Deus são: o Santo Evangelho e os Sacramentos com tudo o que nos é oferecido através destes. Ou, com outras palavras: O direito de sermos chamados FILHOS de Deus (Rm 8.15).

       O V. 15 nos mostra que uns receberam mais e outros menos. – Não parece injusto isso? - Mas fica bem claro que TODOS receberam algo; e diz o texto que cada um recebeu de acordo com a sua capacidade. - Isso significa o que?! : Ninguém pode dizer: "Eu não recebi nada; eu não sei fazer nada de especial, e por isso eu posso cruzar os braços! - Ah, tem outros que podem fazer melhor que eu." NÃO. Cada pessoa recebeu algo! E cada um pode contribuir com o seu jeito, com a sua parte, com aquilo que sabe fazer. E sobre o MUITO ou POUCO que recebemos de Deus, nós devemos prestar contas a Deus! Reflitam sobre esta pergunta: O QUE EU ESTOU FAZENDO COM OS TALENTOS QUE DEUS ME DEU? – investindo na seara de Deus? / ou investindo somente na MINHA seara? / ou escondendo?!

       Interessante é que na parábola, o patrão não diz bem claro aos trabalhadores o que eles devem fazer com os talentos. Ele só coloca os talentos nas mãos deles, e CONFIA neles: "Agora é com vocês" - Isso não é tão estranho assim! Ora, se eu confio num administrador (em suas capacidades), será que é necessário dizer: "pega essa semente, prepara bem o chão..."? NÃO. Se eu CONFIO no administrador, eu espero que ele saiba o que fazer! - Assim também Deus, ao entregar as SEMENTES / DONS / TALENTOS em nossas mãos, com isso ele mostra a sua confiança em nós. Deus conta com cada um de nós. Aí, novamente a pergunta pra nós: Eu estou correspondendo a essa confiança que Deus tem em mim?

       Eu diria: A palavra chave da vida é "AMOR". A única força motivadora que pode me empurrar a fazer o que Deus espera de mim, é o AMOR (!): Amor a Deus, e amor ao próximo como a mim mesmo. É isso que Jesus nos ensinou! É isso que o apóstolo Paulo quis mostrar quando ele disse em 1 Co 13: "Eu poderia ter o dom de anunciar mensagens de Deus, ter todo conhecimento, entender todos os segredos e ter toda fé necessária para tirar as montanhas do lugar; mas, se não tiver amor, eu nada seria." - Ou seja: É O AMOR QUE FAZ A DIFERENÇA.

       Na parábola, temos dois grupos de pessoas: os servos bons, e o servo mau. Os servos bons foram logo trabalhar / investiram seus talentos. Mas por que eles se esforçaram tanto? Será que eles estavam prevendo alguma RECONPENSA? NÃO! O patrão não tinha prometido nenhuma recompensa! (Mas por que...?) - O patrão mesmo responde: "Foste fiel". - Só com FIDELIDADE é possível se dedicar e trabalhar sem visar lucros! Os servos da parábola AMAVAM e CONFIAVAM em seu senhor. Eles tinham esta certeza: Se ele confia em nós, então nós também podemos confiar nele! Sabemos que na hora "H" nós podemos contar com ele, e por isso somos fiéis a ele.

       Esse é o diferencial entre IGREJA e CLUBE! O amor e a confiança são as bases da contribuição espontânea na Igreja / do serviço voluntário na Igreja! - Num CLUBE eu não contribuo / eu não sirvo com desprendimento! Num clube em PAGO para ser servido; eu espero uma RECOMPENSA; eu trabalho a fim de garantir direitos (!), ou a fim de ser homenageado por algum mérito... - Na Igreja, no Reino de Deus, é diferente: Na SEARA do Senhor eu sou convidado e desafiado a SERVIR, a me DOAR com desprendimento, sem esperar nada em troca! Na seara do Senhor eu sou SERVO , simplesmente por AMOR e por GRATIDÃO a Deus, já que ele me deu a vida e tudo o que eu preciso para a vida.

       É tão simples: Quem ama, serve! - Mas ao mesmo tempo isso é tão difícil... O que será que FREIA tanta gente?! O que será que IMPEDE tanta gente de amar com desprendimento?! - Vamos olhar para o servo mau da parábola, aquele que enterrou o seu talento nos Vs. 24 e 25: Ele teve MEDO! Ele não confiou no seu patrão; ele DESCONFIOU. Enquanto os outros dois baseavam seu serviço e sua vida na CONFIANÇA, este baseia a sua vida no MEDO. Cara comunidade, Jesus nesta parábola está nos mostrando o seguinte: Onde existe MEDO e DESCONFIANÇA não há amor. Onde falta o amor, falta interesse. Quem não ama, esconde-se! Quem não ama se fecha como uma ostra. Quem não ama não trabalha na seara do Senhor.

       Mas aí Jesus quer nos ajudar. Justamente através desta parábola, nesta época de eleições e de transformações em nossas comunidades, Jesus nos convida a arriscar, a confiar em Deus. Deixar toda DESCONFIANÇA de lado; deixar todo MEDO / falta de coragem de lado, e usar todos os nossos dons e talentos para a edificação do Reino de Deus. Vamos desenterrar nossos talentos; vamos experimentar juntos sinais do Reino aqui; e façamos nossas as palavras de Francisco de Assis, quando ele orou: "Senhor faze que eu procure mais amar que ser amado". Amém.

HINO – 184 (HPD 1)

(P. Renato Creutzberg)