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Humildade  e  Orgulho  -  Lucas 18.9-14

"Todas as religiões são boas... pois todas nos levam a Deus". - Quase ninguém tem coragem de negar esta afirmação tão popular. Mas, se todas as seitas, os credos, e as maneiras diferentes de adorar fossem consideradas como uma religião específica, talvez somariam em mais de 1.500 religiões. Como podemos saber qual é a certa? - A solução não é difícil, pois, na realidade, há somente duas religiões diferentes. E Jesus coloca estas duas lado a lado nesta história do fariseu e do publicano, mostrando qual é a falsa e inútil, e qual é a verdadeira.

Um "esnobe" é uma pessoa desagradável em qualquer sociedade, época e lugar. Os judeus, na história bíblica, se sentiram superiores aos gentios (não-judeus) por causa de sua tradição religiosa. O romano sentiu-se superior aos conquistados por causa de sua força militar. Em nossa geração há "esnobes" por causa de raça, nível de estudo, sobrenome, dinheiro, realizações científicas. - Esta parábola tem uma mensagem para os que desprezam outros, e para os que têm dificuldades de orar. Há soluções para nossos problemas de "superioridade", hipocrisia e ritos religiosos sem compromisso com Deus. Há possibilidade de cura para a doença do orgulho - doença que fecha a porta a Deus, enquanto que a humildade abre a porta à graça de Deus.

LEITURA DA PARÁBOLA - Lucas 18.9-14 - Dois homens foram ao templo porque estavam persuadidos que era o lugar indicado para oferecer suas orações. Nisto eles são semelhantes. Mas aqui a semelhança termina, e começam os contrastes entre os dois homens que entraram com a intenção de falar com Deus.

CONTRASTE ENTRE OS DOIS HOMENS:

1 – O fariseu era do partido dos fariseus, "os separatistas", cuja intenção era guardar perfeitamente as leis ordenadas por Deus. Tornaram-se tão zelosos que acabaram instituindo muitos costumes e tradições extras. (Pode-se consultar Mt 23.13-33 para ver porque não são aceitos por Jesus). Mesmo assim, pode-se dizer que eles eram sinceros na sua fé, profundamente religiosos, eram pessoas respeitadas na vida diária e dedicados à sua igreja.

2 – O publicano era funcionário público, empregado como arrecadador de impostos pelo governo romano. Muitos subornavam o governador romano e sobrecarregavam o povo com impostos pesadíssimos. Eram vistos como gananciosos, desonestos, irreligiosos, sem caráter, desprezíveis, odiáveis.

 

CONTRASTE ENTRE AS ORAÇÕES:

1 – Como o fariseu enxergava a sí mesmo?

2 – Como ele enxergava a humanidade e, em particular, o publicano?

3 – Como ele enxergava Deus?

4 – Como o publicano enxergava a sí mesmo?

5 – Quais são as palavras que melhor classificariam a sua oração? - REVELA HUMILDADE? - EXPRESSA UMA NECESSIDADE? - CONFISSÃO SINCERA? - EGOÍSTA? - REVERENTE?

INTERPRETANDO A PARÁBOLA:

1 – O fariseu fez mais boas obras do que a lei exigia? (Consulte Levítico 23.27; 27.30-33; Mateus 6.16; 23.23).

2 – Por que boas obras não podem nos fazer aceitáveis perante Deus? (Consulte Isaías 64.6 e Gálatas 3.10).

3 – De acordo com esta parábola, que será do homem que se orgulha das suas boas obras e crê que estas sejam sua "entrada" no céu? (Consulte Mateus 5.20).

4 – Em que sentido estes dois homens representam as duas religiões diferentes, a falsa e inútil, e a verdadeira?

APLICANDO ESTA MENSAGEM A NÓS: (Perguntas para discutir e compartilhar)

1 – Pela natureza, toda pessoa é um fariseu - espera que Deus o recompensará com vida eterna por causa da sua boa vida, religiosidade, obras de caridade, etc.. Quais são algumas maneiras que nós, como membros de uma igreja, mostram que estejamos auto-satisfeitos? que somos "esnobes" religiosos?

2 – Quais são alguns passos concretos que podemos fazer para evitar que nosso culto se torne somente um ritualismo oco ou nulo?

3 – É necessário para o cristão sempre andar com "coração aflito", pensando "quão grande pecador sou eu!"?

4 – Como é que você poderia explicar a doutrina da JUSTIFICAÇÃO POR GRAÇA MEDIANTE A FÉ a um colega que acha que basta sua vida boa e seu caráter impecável para ser aceito por Deus?

5 – Se somos justificados pela graça de Deus, como é que fica a nossa relação com Deus? Não precisamos mais ser Igreja?

6 – Se somos justificados pela graça de Deus, como é que fica a nossa relação com o próximo? Não precisamos mais fazer boas obras? - Para quem as faremos: para Deus, ou para o próximo? - Por que?